O novo ensino médio, aprovado em fevereiro de 2017 pelo governo brasileiro, traz diversas mudanças para a educação do País. Em 2019, 39 escolas passaram a oferecer turmas já seguindo as novas normas. As mudanças envolveram a rotina de 1,9 mil alunos. Essas instituições funcionam como um piloto para a implementação do novo ensino médio em todos os colégios do Brasil, que tem previsão de ocorrer até 2022.

Uma das principais justificativas do governo para a reforma do ensino médio é dar mais autonomia aos estudantes. Assim, eles poderiam escolher boa parte do que vão estudar ainda durante a escola. O objetivo dessa proposta é que os alunos comecem a se aprofundar na área de conhecimento na qual eles querem fazer a graduação desde cedo. A tendência é que esse processo facilite a tomada de decisão na hora de os estudantes prestarem vestibular.

Entenda como funciona o novo ensino médio

Você já ouviu falar do novo ensino médio mas não sabe exatamente o que mudou? Descubra, a seguir, quais são os principais pontos aprovados em fevereiro de 2017 e que servirão como base para a reformulação dessa fase do aprendizado dos alunos no País a partir de 2019.

1. Carga horária

Uma das principais mudanças trazidas pelo novo ensino médio é a carga horária que os alunos devem cumprir. No modelo de ensino anterior, os estudantes deveriam completar 2,4 mil horas de aprendizado. Agora, a proposta é que, aos poucos, essa carga horária seja ampliada para 4,2 mil horas.

Desta, 1,8 mil horas de aprendizado serão compartilhadas por todos os estudantes. O restante poderá ser preenchido com os itinerários formativos – a parte da formação que será escolhida por cada estudante.

2. Itinerários formativos

Os itinerários formativos compreendem as disciplinas, os projetos, as oficinas, os núcleos de estudo e outras situações de trabalho e de aprendizado que os alunos poderão escolher no ensino médio.

Nessa fase do ensino médio, o estudante poderá aprofundar a sua formação nas seguintes áreas de conhecimento:

  • Matemáticas e suas Tecnologias;
  • Linguagens e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;
  • Formação Técnica e Profissional (FTP).

O novo ensino médio permite que os estudantes optem por estudar duas ou mais áreas tradicionais e escolher a sua formação técnica e profissional. As redes de ensino terão autonomia para definir com quais itinerários formativos irão trabalhar, desde que o processo de escolha envolva toda a comunidade escolar.

As mudanças preveem, ainda, o desenvolvimento de projetos de vida para os estudantes, para que eles possam decidir com mais clareza o que desejam estudar. Colocá-los em prática será papel das escolas, que deverão criar espaços de diálogo com os alunos, explicando as possibilidades de escolha e as consequências delas.

Os professores também serão capazes de avaliar os interesses e as aptidões dos estudantes. Com isso, ficará mais fácil para os docentes direcionarem os alunos para as áreas com as quais eles apresentam mais afinidade.

3. Base Nacional Comum Curricular

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reúne as orientações para a reelaboração dos currículos de referência de todas as escolas brasileiras. Nela estão descritos os conhecimentos essenciais, as competências e as habilidades pretendidas para as crianças e para os jovens em cada etapa da educação básica.

A BNCC propõe que será obrigatório a todos os alunos cursar, durante os três anos do novo ensino médio, componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática. Já os conhecimentos das outras áreas podem ser distribuídos entre as três séries ou ficarem concentrados em um ou dois anos. Essa decisão ficará a cargo da instituição de ensino.

Ao contrário do que algumas pessoas têm interpretado, o novo ensino médio não exclui disciplinas que faziam parte dessa formação. Porém, os currículos de referência das redes de ensino e os projetos pedagógicos das escolas poderão definir a organização e como os conteúdos serão repassados aos alunos.

4. Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Com essas mudanças no currículo, haverá também alterações nas provas do Enem. Até o novo ensino médio ser implantado, o exame era o mesmo para todos os estudantes. As provas, por sua vez, eram feitas em dois dias.

A partir de 2021, o Enem funcionará da seguinte forma: no primeiro dia os alunos passarão por uma prova geral, tendo como referência a BNCC, e no segundo dia será aplicada uma prova específica, que irá variar conforme a área da graduação pretendida.

Novo ensino médio e a escolha da carreira

Com as mudanças que comentamos e listamos, o estudante será o protagonista de seus estudos desde o ensino médio. Dessa forma, ele poderá direcionar a sua formação ainda na educação básica para a área na qual ele pretende direcionar a sua carreira.

Assim, além de já poder sair da escola com um diploma de formação técnica, o aluno terá mais embasamento para decidir qual graduação fazer – que, provavelmente, será uma extensão do itinerário formativo com o qual o jovem mais se identificou.

O que você achou deste conteúdo? Ainda ficou com dúvidas sobre o novo ensino médio? No portal do Ministério da Educação (MEC) você encontra informações direcionadas para as pessoas que desejam entender melhor esse novo modelo. Além disso, o documento da BNCC do ensino médio já está disponível para consulta.

Se você está na fase de escolher a sua graduação, fique de olho em nosso blog e confira conteúdos completos sobre diversos cursos. Esperamos a sua leitura!

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui