Se você é mais uma das pessoas que têm dúvida de como funciona a nota do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, você não está sozinho. O método de cálculo é não convencional e deixa muita gente confusa.

Fundamental para quem quer entrar em uma universidade, seja privada ou pública, a nota do Enem não é tão simples assim de ser calculada.

Para saber exatamente como funciona a nota do Enem e porque ela é calculada dessa maneira, continue acompanhando. É importante saber também que com essa nota é possível estudar em universidades de qualidade como a Estácio, sem precisar prestar vestibular. Inclusive, para ganhar uma bolsa.

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Como funciona a nota do Enem?

Primeiramente, quem faz a prova do Enem recebe cinco notas. Dessa maneira, tem uma nota para cada uma das áreas de conhecimento. São elas:

  • Ciências da Natureza;
  • Ciências Humanas;
  • Linguagens;
  • Matemática;
  • Redação.

Para as áreas: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática é utilizada a metodologia de correção chamada TRI – Teoria de Resposta ao Item.

É um método aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a entidade, “o uso dessa metodologia apresenta amplo respaldo na literatura científica internacional (…) e tem sido utilizada em um conjunto importante de avaliações conduzidas por organismos internacionais”.

O que é o Método TRI

Com o método TRI, a nota do Enem em cada área não representa simplesmente a proporção de questões que o estudante acertou na prova. Desse modo, cada uma das quatro áreas avaliadas terá uma média que será obtida dependendo, além do número de questões respondidas corretamente, da dificuldade das questões.

Sendo assim, se a questão foi mais acertada ou errada, vai ter um peso diferente. Como resultado, pessoas que acertam o mesmo número absoluto de itens podem obter médias de desempenho diferentes.

Com esse método, procura-se verificar o conhecimento do candidato e evitar que ele “chute” as respostas. São três os padrões avaliados pelo TRI:

  • Poder de discriminação: consegue diferenciar os participantes que dominam os conteúdos dos que não dominam, além da habilidade cobrada em determinada questão;
  • Grau de dificuldade: avalia a complexidade da questão. Dessa forma, quanto maior seu valor, mais difícil é o item, e vice-versa;
  • Possibilidade de acerto ao acaso: avaliar o padrão de respostas, para evitar que o participante acerte ao acaso, por conta de um “chute”, já que ele não domina o conteúdo.

Todos esses padrões fazem com que, se um participante acerta 40 questões de uma prova, ele pode tirar uma nota menor de que quem fez 35 por conta dos pesos diferentes de cada uma das questões.

O mesmo vale para participantes que acertam mais questões em uma área que na outra. Da mesma maneira, não quer dizer que eles tenham proficiência na área que acertaram mais.

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Um exemplo de como funciona a nota do Enem

Temos dois candidatos: os dois acertaram 30 questões de 50. Entretanto, um deles acertou entre as fáceis e médias e errou as mais difíceis – existiu uma coerência entre os acertos da prova.

De tal forma que o segundo candidato acertou entre as mais fáceis e as mais difíceis, errando as médias. É provável que os acertos das difíceis tenham sido por puro chute, pois não são coerentes com seu nível de conhecimento baseado nos demais acertos.

Dessa maneira o primeiro candidato tirou uma nota superior a do segundo. Isso tudo não torna a prova do Enem mais difícil por conta do TRI já que sua função principal é detalhar melhor as notas e evitar um número muito grande de empates.

Seja como for, com esse método de correção, o aluno mais preparado vai acabar indo melhor no Enem que os demais candidatos que não estudaram para a prova.

Como funciona a nota da redação do Enem

A Redação do Enem segue uma lógica de correção diferente do TRI: elas são corrigidas por dois professores diferentes. Além disso, um não sabe a nota que o outro deu para a prova.

As notas vão de 0 a 200 pontos para cada uma das cinco competências que são avaliadas na redação, sendo que a soma pode chegar a 1000 pontos. A nota final da Redação do Enem do candidato será a média aritmética das notas de cada um dos dois professores.

As cinco competências são:

  • Domínio da escrita formal e norma padrão da língua portuguesa;
  • Compreensão da proposta do tema da redação e utilização de conceitos de várias áreas de conhecimento;
  • Saber selecionar, relacionar, organizar e interpretar as informações do texto, fatos, opiniões e argumentos;
  • Demonstrar conhecimento de mecanismos linguísticos para construir os argumentos das suas ideias;
  • Saber elaborar proposta de intervenção e solução para o problema abordado, sempre respeitando os direitos humanos e considerando diferenças sócio culturais.

Entretanto, se esses dois professores derem suas notas e elas tiverem uma diferença entre elas maior que 100 pontos na nota total ou ainda, 80 pontos e uma das competências, é considerado que existe uma discrepância entre as avaliações.

Dessa maneira, a Redação será avaliada por um terceiro professor e a nota final será a média aritmética das duas notas que mais se aproximarem entre si.

Se essa discrepância continuar acontecendo após a avaliação do terceiro professor, o texto será avaliado por uma banca presencial de três professores que decidirão a nota.

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Média do Enem

Para calcular a média do Enem, basta somar as notas das cinco provas e dividir por cinco.

Entretanto, se você quer usar sua nota do Enem para entrar no Sisu, saiba que dependendo da universidade e do curso, elas terão pesos diferentes. Dessa maneira, você vai precisar somar as cinco notas e dividi-las com seus respectivos pesos.

Esses pesos podem ser encontrados nos sites das universidades, nos editais dos processos seletivos e no termo de adesão ao Sisu.

Como usar a nota do Enem para entrar na universidade

Todos os programas do governo de acesso às universidades utilizam a nota média do Enem.

ProUni

Para quem deseja entrar em uma universidade privada com o ProUni – Programa Universidade para Todos, é necessária uma média de, no mínimo 450 pontos. Além disso, não pode ter zerado na Redação.

O ProUni possibilita aos candidatos terem obterem bolsa integral ou parcial para estudar em universidade particular de primeira linha. Além das notas mínimas, os candidatos precisam se encaixar em um perfil sócio econômico exigido pelo Ministério da Educação.

Fies

Quem quer participar do Fies – Fundo de Financiamento Estudantil também precisa de uma média da nota do Enem de 450 pontos e não pode ter tirado zero na Redação.

Por mais que o Fies não seja um processo seletivo, auxilia milhares de alunos a entrarem em universidades particulares com as diversas formas de financiamento com juros baixos, ou até juro zero. Dessa maneira, também exige perfil sócio econômico específico.

Sisu

Para quem quer entrar em uma universidade pública pelo Sisu – Sistema de Seleção Unificada, como mencionamos, cada universidade estabelece o peso da prova.

O Sisu é o processo seletivo que permite ingresso não apenas em universidades públicas, como também em institutos federais de educação por todo o país.

Como usar a nota do Enem para entrar na Estácio

Muitas universidades privadas também utilizam a nota do Enem como meio de ingresso direto. A Estácio é uma delas.

Através da sua nota do Enem você pode ter acesso a diversos cursos da Estácio, sendo que o mínimo deve ser 300 pontos na redação e nota superior a 100 pontos nas áreas de conhecimento.

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Leia também: O que é avaliado e como tirar uma ótima nota na Redação do Enem

Enfim, se você tirou uma boa nota no Enem, não perca mais tempo e faça agora mesmo a sua inscrição na Estácio. Conheça todas as maneiras de ingresso, inclusive como ganhar bolsas de estudo!

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