O que se aprende na faculdade de Ciência da Computação?

Entre os profissionais mais requisitados pelo mercado de trabalho atualmente, em praticamente todos os setores industriais, comerciais e de serviços, estão os da Tecnologia da Informação (TI). Dentro desse abrangente campo de atuação, destaca-se a multidisciplinar graduação de Ciência da Computação.

Esse curso converge conhecimentos da matemática, da física, da lógica e da linguística com o objetivo de fornecer uma formação que propicie atividades tão variadas quanto a criação de algoritmos, o desenvolvimento de softwares e de bancos de dados, o processamento de dados e a apresentação de soluções de problemas relacionados a qualquer tipo de sistema computacional. Se você se interessa pela área da tecnologia e está procurando um curso que poderá lhe dar uma boa base para trabalhar nesse setor, confira mais sobre o curso de Ciência da Computação.

Mas, afinal, o que é exatamente a Ciência da Computação?

Embora o nome do curso possa remeter aos computadores, ele não se limita a esses equipamentos físicos já existentes. No decurso das aulas, por exemplo, os estudantes se aprofundam no instrumental teórico e prático da computação de maneira ampla, ou seja, em cálculos e métodos dedicados a resolver problemas que envolvam a entrada e a saída de informações por meio de algoritmos.

O computador atual (e daí a origem do seu nome) é o nosso mais eficiente equipamento para computar dados. Dessa forma, ele representa, entre outros pontos, a ciência que está na base das operações efetuadas por computadores, telefones celulares, GPS e calculadoras, por exemplo, mas que não se restringe à informática.

Isso significa que por trás desses equipamentos existe uma ciência exata, de caráter tanto teórico quanto experimental, voltada para o estudo de modelos de computabilidade. Tais modelos são empregados para a solução de problemas através de algoritmos que, em uma definição ampla, nada mais são do que sequências de ações lógicas para se alcançar um determinado fim. Uma receita culinária, por exemplo, pode ser considerada um algoritmo, já que envolve a utilização de passos específicos e sequenciados para realizar uma tarefa.

Entre as inúmeras aplicações da Ciência da Computação está a lógica de programação e, consequentemente, a manufatura de softwares e aplicativos para computadores, smartphones e demais recursos de telecomunicações.

Além dessas aplicações, a lógica da programação é fundamental no desenvolvimento e na manutenção de redes como intranets e a própria internet. Afinal, todos os programas digitais funcionam a partir da lógica de algum algoritmo estabelecido por meio de uma linguagem de programação.

Nota-se, assim, que o perfil de aluno ou aluna que se encaixa bem às disciplinas do curso de Ciência da Computação é aquele com facilidade para matemática, espírito analítico, que não teme problemas complexos e que apresenta habilidade para linguística. Ou seja, para resumir, o perfil que apresenta a intersecção da lógica com a linguagem. Domínio do idioma inglês também é um recurso importante, pois a maioria das linguagens de programação foram ou são desenvolvidas nesse idioma.

Conheça as principais áreas de atuação da Ciência da Computação

Vivemos cercados pelas tecnologias da informação. Os computadores, os smartphones e os acessos feitos através da internet estão presentes em praticamente todos os aspectos de nossas vidas, desde as tarefas domésticas até as profissionais, do lazer proporcionado pelos jogos eletrônicos chegando à leitura de notícias pelo tablet ou celular.

Nesse contexto, um cientista da computação está habilitado para atuar nas mais diversas áreas do mercado de trabalho, bem como em diferentes segmentos que envolvam algum aspecto da tecnologia.

Dentro desse cenário, bastante amplo e em constante mutação, algumas das atividades que podem ser desempenhadas por alguém formado em Ciência da Computação são as seguintes:

1. Desenvolvimento de softwares

Criação e atualização de programas de informática para dispositivos móveis e computadores; desenvolvimento de linguagens de programação (Java e Python, por exemplo); elaboração de soluções computacionais para diversos campos profissionais, entre eles medicina, engenharia, robótica, jogos eletrônicos, educação, gestão e administração, comércio, entre outros.

2. Infraestrutura

Integrar ou liderar equipes multidisciplinares em empresas para o desenvolvimento e a manutenção de suas infraestruturas computacionais. Essa atividade desenvolvida pelo profissional de Ciência da Computação abrange sistemas de banco de dados e compiladores, softwares para indexação de informações, redes de computadores, sistemas operacionais, equipamentos e estrutura física (hardware e cabos).

3. Inovação

O formado em Ciência da Computação, uma vez que opta por se aprofundar na parte teórica da sua área, estuda as aplicações desses conhecimentos no universo computacional e estuda as suas relações com outros campos do conhecimento. Por ter estas características, esse campo de atuação envolve profissionais que frequentemente encontram novos usos para os computadores e que sugerem as inovações no universo digital.

4. Pesquisa

Um cientista da computação pode se dedicar à docência, a projetos de pesquisa e ao avanço das teorias da computação a fim de evoluir o campo do conhecimento e formar novos cientistas. Esse é um outro campo de atuação para o profissional formado no curso de Ciência da Computação.

5. Consultoria

Como profissional terceirizado, o cientista da computação pode prestar seus serviços para empresas, indústrias, escolas, hospitais e demais instituições públicas e privadas.

Mercado de trabalho para quem se forma em Ciência da Computação

O mercado de trabalho em Tecnologias da Informação, no qual se insere a Ciência da Computação, é um dos mais aquecidos da atualidade. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), o Brasil já ocupava, em 2018, o 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI (softwares, hardwares e serviços relacionados).

Apenas no mercado brasileiro, os investimentos nessa área cresceram 9,8% em 2018 com relação a 2017, chegando a um total de US$ 47 bilhões.

Segundo a pesquisa da Abes, esse resultado foi duas vezes maior do que a estimativa traçada no começo de 2018, que apontava para uma alta estimada em 4,1%. O resultado obtido pelo mercado no Brasil também está acima da média global (que foi, em 2018, de 6,7%). A projeção dos especialistas é de que a evolução desse mercado no Brasil chegue a 10,5% em 2019, na comparação com o resultado do ano anterior.

Conforme o estudo feito pela Abes, as áreas que tendem a absorver os maiores investimentos nos próximos anos são as seguintes:

  1. Segurança da Informação;
  2. Inteligência Artificial;
  3. Big Data/Analytics;
  4. Cloud Pública;
  5. Internet das Coisas (IoT);
  6. DevOps e Arquiteturas Modernas;
  7. Devices;
  8. Provedores Regionais;
  9. SD-WAN;
  10. Serviços Gerenciados.

Como é o curso de Ciência da Computação na prática

O bacharelado em Ciência da Computação visa formar profissionais com ampla bagagem teórica e prática. No curso da Universidade Estácio de Sá os estudantes recebem formação crítica de base para que eles desenvolvam a capacidade de pensar os impactos da computação e da informática na sociedade em suas dimensões não somente técnicas, mas também políticas, econômicas e culturais.

A graduação de Ciência da Computação tem duração de quatro anos e pode ser realizada tanto nas modalidades presencial como a distância (EaD). Dentro da Estácio há a possibilidade de conseguir bolsas de estudo de até 100% no primeiro semestre e de 50% para o restante do curso, a depender da pontuação no ENEM alcançada pelo candidato. O regulamento de como funciona o incentivo para quem fez o ENEM nos últimos cinco anos pode ser conferido aqui.

A instituição de ensino também oferece bolsas de estudo para quem optar pelo ingresso através de vestibular, transferência externa e segunda graduação. As bolsas para estes perfis podem chegar a 50% para todo o curso.

Ao término da graduação o egresso estará qualificado para atuar em organizações de diferentes portes e setores ou enquanto profissional independente com desenvolvimento de software, segurança e governança em TI, análise de sistemas, telecomunicações e demais áreas correlacionadas à computação e à informática.

No entanto, mesmo já tendo adquirido o título de bacharel, o formado precisará atualizar constantemente seus conhecimentos acerca do cenário e das inovações tecnológicas. Esse aperfeiçoamento constante é necessário devido ao contínuo avanço da área e à quebra de paradigmas que ocorrem no mundo digital.

Confira abaixo a grade curricular do curso de Ciência da Computação da Estácio:

1º e 2º períodos

No início dessa graduação os acadêmicos terão contato com os tópicos fundamentais e comuns a todas as áreas da Tecnologia da Informação, tais como Organização e Arquitetura de Computadores, Introdução à Programação, Fundamentos de Redes de Computadores e Cenários de TI, além de Língua Portuguesa para reforçar a semântica, conteúdo elementar na lógica de programação. Ainda no primeiro ano serão oferecidas disciplinas de aprendizagem sobre gestão, empreendedorismo e negócios eletrônicos.

3º e 4º períodos

A partir do segundo ano desta formação iniciam-se as disciplinas voltadas à programação propriamente dita, como Linguagem de Programação, Software Básico e Sistemas Operacionais, além de matérias iniciais das Ciências Exatas, com destaque para Algoritmos Avançados, Probabilidade e Estatística e Análise de Funções.

5º e 6º períodos

No terceiro ano do curso de Ciência da Computação os acadêmicos se aprofundam no campo da matemática, com disciplinas voltadas para cálculo, álgebra linear, geometria analítica, teoria dos grafos e análise numérica. Nesse período do curso o estudante também irá se aprofundar na dimensão prática da computação, passando por matérias como Modelagem de Sistemas, bem como por questões mais abrangentes do mercado de trabalho, como Planejamento de Carreira, Psicologia nas Organizações e Sustentabilidade.

7º e 8º períodos

Por fim, no quarto e último ano dessa graduação, a grade curricular investe nos pontos mais avançados e atuais da Ciência da Computação, como é o caso das disciplinas de Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem. Outras matérias reforçam o aspecto físico do curso (como Redes Sem Fio e Cabeamento) e a criação de softwares (Engenharia de Software e Programação), assim como, claro, na fase final o aluno terá que elaborar o Trabalho de Conclusão de Curso.

Áreas emergentes para ficar de olho durante e após o curso

Tecnologias disruptivas e inovações no âmbito dos dispositivos são as facetas mais evidentes do contínuo progresso da digitalização e da computação. A cada ano que passa novas soluções corporativas e produtos chegam ao mercado envolvendo essas áreas.

A Gartner – gigante multinacional de consultoria em TI – publicou um mapeamento em 2018 no qual indicou as principais tendências tecnológicas para os próximos anos. Todas envolvem, em alguma medida, os profissionais da Ciência da Computação.

Entre os achados-chaves do levantamento da Gartner está a Inteligência Artificial, que capitaneia pesquisas e investimentos nos negócios digitais. Segundo o estudo feito pela consultoria, isso ocorre porque a automatização de processos (que por natureza prescinde da ação humana direta, mas não da inteligência em si) é uma demanda crescente nas indústrias, nos comércios e nas empresas de serviço.

Outra tendência em destaque é a computação quântica, que consiste em aplicações da mecânica quântica na Ciência da Computação. Com ela é possível desenvolver novos processamentos computacionais capazes de sustentar a Inteligência Artificial e estabelecer informações, em bits, a partir do estado subatômico de partículas como elétrons e íons. Essa tecnologia pode ser empregada no aprendizado de máquina, otimização de rotas, análise de imagens, bioquímica e descoberta de novos medicamentos.

Na pesquisa sobre as tendências em TI consta também a integração de múltiplas tecnologias e softwares que proporcionem experiências imersivas. Plataformas que conjuguem o mundo online e offline requisitam a conexão de recursos de realidade aumentada, realidade virtual e programas de conversação. Para que isso seja realizado, se faz necessária a atuação de um cientista da computação.

Se interessou pelo curso? Então veja aqui as condições para se matricular na Estácio. E se você gosta de temas relacionados com cursos de graduação e de pós-graduação, confira outros conteúdos sobre estes assuntos no nosso blog. Até o próximo texto!

 

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