Quer saber como funciona o FIES? O Fundo de Financiamento Estudantil é o programa criado pelo Ministério da Educação (MEC) destinado a estudantes que não possuem condições de pagar a mensalidade de uma universidade privada. Facilitando, assim, o acesso de cada vez mais pessoas ao ensino superior. Além disso, o programa permite que o aluno financie suas mensalidades e realize o pagamento quando já estiver formado e atuando no mercado de trabalho.

Criado em 2001, o fundo serve para financiamento em cursos superiores particulares com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Ao longo dos anos — já contabilizando cerca de 2 milhões de estudantes apoiados — o programa vem tendo algumas alterações.

E para o ano 2021, outras especificidades foram acrescentadas ao que vem sendo chamado de “Novo FIES”. Neste artigo, você irá entender como funciona o FIES, como é o processo seletivo, critérios e muito mais! Vamos lá?

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O que é financiamento estudantil?

O financiamento estudantil visa, em geral, facilitar e aumentar o ingresso de pessoas em universidades e esse “crédito universitário” se encarrega de pagar todas as parcelas do curso para o aluno enquanto ele ainda está matriculado. 

Como funciona o FIES em 2021?

Ao início de cada semestre letivo, o FIES abre suas inscrições para que os que almejam conseguir um financiamento para estudar possam concorrer a contratos de financiamento estudantil. Esse custeamento pode ser feito também de maneira privada — apesar de o FIES ser uma iniciativa pública. O que altera são as taxas de juros de cada tipo de contratação que seja mais interessante para o aluno.

O Novo Fies, já válido para 2021, opera em duas modalidades:

  1. A primeira possibilidade é o “Fies”, que  oferece vagas com juros zero para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos — essa renda é calculada da renda total da renda bruta por mês de todas as pessoas que compõem a família e dividida pelo número de integrantes. 
  2. A outra opção é o chamado “P-Fies”, sendo a categoria destinada a estudantes com renda per capita mensal familiar — essa renda é calculada dividindo-se o total da renda pelo número de moradores de uma residência —  de até cinco salários mínimos. Nesse caso, os financiamentos variam conforme a renda familiar de cada candidato.


O MEC ainda anunciou que para esse novo modelo não haverá mais um limite de renda para seguir com o financiamento — por isso que o P-Fies agora é desvinculado do Fies. Não sendo mais necessário que o aluno tenha realizado o ENEM para concorrer ao financiamento.

Além disso, a outra mudança do novo Fies é que o candidato poderá entrar com solicitação de financiamento durante todo o ano — não apenas no início de dois semestres.

Nota do ENEM

A partir de agora, a nota do ENEM servirá para limitar transferências de cursos entre instituições de ensino superior para alunos que possuem financiamento do Fies. Na atual proposta aprovada, é necessário que a nota do ENEM do então candidato seja igual ou maior à nota de corte do curso de interesse para transferência. 

Ainda falando do ENEM, o novo Fies mantém a nota mínima da prova de 450 pontos para que se possa concorrer a vagas em universidades. O que mudou foi a nota da redação: obrigatoriamente o candidato deverá tirar pelo menos 400 pontos na prova e não mais “apenas não zerar” como era anteriormente.

Processo seletivo: o que fazer para garantir seu financiamento

Depois de entender como funciona o FIES, lembre-se que o ENEM é a porta de entrada para conquistar o seu fundo de financiamento coletivo. O critério utilizado para a participação no benefício são as chamadas notas de corte. O valor dessa métrica varia conforme alguns critérios, e nesse tópico nós vamos te mostrar os principais.

Instituição de ensino e curso 

São diversas as instituições que aceitam o FIES como forma de financiamento do valor do curso, inclusive a Estácio de Sá. O que muda de uma instituição para outra é a quantidade que você conseguirá financiar de seus estudos. Um dos fatores que influencia nisso é a diferenciação entre os cursos. Dependendo do curso escolhido, os valores de financiamento podem variar também. 

De acordo com informações do MEC, os critérios de classificação dos candidatos são organizados da seguinte forma:

  1.  Candidatos que já tenham concluído o ensino superior e tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
  1. Quem já tenha concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil; 
  1. Candidatos que não tenham concluído o ensino superior, mas já tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
  1. Aqueles que não tenham concluído o Ensino Superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Serão pré-selecionados na chamada única os candidatos classificados com base no número de vagas disponíveis no grupo de preferência.

Já os critérios de desempate são:

No caso de notas idênticas no ENEM, o desempate será de acordo com os seguintes critérios:

  1. Maior nota obtida na redação;
  1. Nota maior obtida na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias;
  1. Maior nota obtida na prova de matemática e suas tecnologias;
  1. Nota maior obtida na prova de ciências da natureza e suas tecnologias;
  1. Maior nota obtida na prova de ciências humanas e suas tecnologias.

Como funciona o FIES: inscrição

Antes de acessar o site do programa, certifique-se de que você possui uma conta no site “gov.br”. Após realizar seu cadastro, acesse o site do programa e vá em “Minha Inscrição”. Escolha a opção “entrar com gov.br”, faça seu login com CPF e senha. 

Feito isso, preencha os dados e depois responda o questionário necessário para validar a sua inscrição. Na opção de “grupo de preferência” é onde você poderá escolher até três opções de curso para o seu financiamento.

Essa é uma parte bastante importante do seu cadastro. O sistema te dá a opção de escolher pelo estado, cidade e curso de preferência. No caso de você já possuir uma faculdade onde já tem a intenção de estudar, esse é o momento de decidir. Se não, apenas com esses três primeiros filtros e clicando em “avançar” o sistema te dará todas as opções de instituições possíveis. 

Basta fazer isso com três opções e está feito. Caso você mude de ideia, o site ainda permite que você altere as opções, se não é só gravar e iniciar seu processo. Ainda existe a questão dos alunos que já estão estudando: se já for estudante é necessário assinalar quantos semestres já foram cursados, se ainda não iniciou, selecione “zero” e siga no sistema. 

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Boletos FIES

Durante o curso, para todos os tipos de financiamentos vão ser exigidos pagamentos referentes a taxas bancárias e seguro de vida. Após a formatura, além das taxas e do seguro de vida, o candidato passará a pagar o financiamento em si. Se não estiver trabalhando quando se formar, o pagamento integral não começa imediatamente, sendo permitido pagar apenas uma mensalidade reduzida, até conseguir uma fonte de renda fixa. 

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Outras possibilidades de facilitar o pagamento de sua faculdade 

Na Estácio de Sá existe uma modalidade de financiamento que é o Parcelamento Estácio (PAR). Ele é basicamente, assim como o FIES, um programa que facilita o pagamento das mensalidades na universidade. Através dessa forma de pagamento, o estudante pode iniciar a graduação pagando somente 30% do valor das mensalidades durante os primeiros meses.  

O PAR não possui juros e exclui a necessidade de o aluno apresentar um fiador. Além disso, essa modalidade de pagamento abrange quase todos os cursos oferecidos pela universidade — até o momento está excluído da lista apenas o curso de medicina. 

E assim como no FIES o PAR exige alguns pré-requisitos para participação do programa: 

  • Alunos veteranos que solicitarem reabertura de matrícula;
  • Alunos veteranos desde que não tenham contrato PAR ativo desde o início das suas atividades acadêmicas;
  • Cursar as seguintes modalidades: Presencial e Flex (parte do curso presencial e parte à distância);
  • Formação: Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo;
  • Formas de Ingresso: Vestibular Estácio, ENEM, MSV (Matrícula sem vestibular) ou TE (Transferência Externa);
  • Não possuir débitos anteriores em aberto junto à Estácio;
  • Possui inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) regular e ativa.

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