Câmeras, bloquinhos de anotações, canetas e microfones. Talvez seja isso o que vem à sua cabeça quando você pensa em um jornalista. Todos os objetos citados podem sim fazer parte da rotina desse profissional, mas a verdade é que a maioria das pessoas que se forma nessa área, atualmente, precisa apenas de um computador (e uma boa internet) para trabalhar. A faculdade de Jornalismo já há um tempo não forma apenas quem vai atuar na imprensa tradicional, mas muita gente que opta pelo caminho do marketing digital, das redes sociais, assessoria de imprensa, revisão, entre muitas outras possibilidades. 

Lendo isso, ficou fácil de perceber por que a faculdade de Jornalismo nunca sai de moda, não é mesmo? Nesse curso o acadêmico aprende a reconhecer quais fatos são importantes para o público, a identificar as informações mais relevantes envolvidas, a ouvir as pessoas e, finalmente, a transformar tudo isso em um bom texto.

Todas essas habilidades são valiosas não só para jornais, revistas, TVs, rádios e portais de notícias, mas para qualquer empresa e instituição que queira se comunicar bem com o seu público. Neste post, você irá entender como está o mercado de trabalho para quem se forma em Jornalismo e quais as características necessárias para seguir essa profissão. Confira! 

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Como é a faculdade de Jornalismo e como está o mercado atualmente para quem se forma nessa área?

 

Boa parte da faculdade de Jornalismo é centrada na preparação dos alunos para atuarem na redação de veículos de imprensa. Essa base, para muitos considerada “clássica”, é importante para o profissional que está direcionando sua carreira para a área da comunicação.

Se você se interessa por essa área, conheça algumas das funções mais clássicas que os jornalistas podem desempenhar no mercado

Jornais e revistas

Nos jornais impressos, como as referências nacionais Folha de S.Paulo e O Globo, e em revistas, como Veja e Pequenas Empresas & Grandes Negócios, os jornalistas se dividem nas seguintes funções: 

– Repórteres: são os profissionais responsáveis por apurar as informações. Eles vão até o local dos acontecimentos, entrevistam as fontes e escrevem as matérias;

– Editores: revisam os textos escritos pelos repórteres. Além da questão gramatical, verificam se o conteúdo traz todos os dados necessários e se está claro para a compreensão de cada assunto. Além disso, ajudam a decidir o espaço que cada matéria terá na edição e as fotos e/ou artes que acompanharão os textos;

– Diagramadores: são os profissionais que “desenham” as páginas, orientados pelos editores e repórteres;

– Repórteres fotográficos: fazem a cobertura fotográfica dos acontecimentos, como greves, acidentes e shows musicais, e produzem as fotos necessárias para as pautas não factuais, como retratos e imagens de empresas e comidas, por exemplo;

– Chefes de reportagem: estão presentes principalmente no jornalismo diário, decidindo os assuntos que serão abordados na edição e os distribuindo entre as áreas e os repórteres. 

Os veículos impressos normalmente contam também com versões online, onde são publicados os conteúdos digitalmente. Não é raro que sejam produzidos até mais conteúdos para o site dos jornais e revistas do que para as edições impressas, visto que o espaço nesse formato mais tradicional é limitado. 

Telejornais

Nos telejornais, como os nacionais Jornal Nacional e Jornal da Record, algumas funções do jornalismo impresso se repetem, como as dos repórteres. Na TV, eles são os jornalistas que aparecem no local onde são gravadas as matérias. 

Os chefes de reportagem (ou produtores) fazem toda a pré-apuração e agendam as entrevistas com as fontes, coordenando, assim, a produção de cada edição do telejornal. 

O repórter fotográfico, nesse meio de comunicação, é substituído pelo repórter cinematográfico. Além deles, existem outros profissionais, como o âncora (como é chamado o apresentador do telejornal), o editor de texto e o editor de imagem.

Novas funções

Quem se forma na faculdade de Jornalismo está apto a trilhar outras carreiras. Cada vez mais os profissionais formados nessa área estão sendo visados pelas empresas que trabalham na área de Marketing. Confira algumas das funções que os profissionais dessa área podem desempenhar nas empresas especializadas em Marketing e Vendas: 

– Social media: o profissional responsável pelas redes sociais de empresas e instituições é chamado de social media. No caso dos jornalistas, eles normalmente ficam responsáveis pela parte de planejamento, texto e monitoramento das mídias. Para isso, muitas vezes, eles contam com o apoio de publicitários e designers para a identidade visual das publicações. A página da Prefeitura de Curitiba no Facebook, por exemplo, é um case de geração de conteúdo para as redes sociais;

– Redator de marketing digital: redige textos e conteúdos ricos (como e-books e infográficos) para blogs corporativos. O objetivo principal desses conteúdos é a educação dos possíveis clientes para a geração de oportunidades comerciais. Um exemplo é este post que você está lendo agora! 

– Analista de SEO: é o responsável por otimizar os textos produzidos pelos redatores de marketing digital para que eles fiquem bem posicionados nas pesquisas do Google, utilizando técnicas específicas de otimização para motores de busca, ou SEO (Search Engine Optimization);

– Assessor de imprensa: os assessores de imprensa são a “ponte” entre os veículos de comunicação e as empresas. Eles produzem materiais como releases, notas e artigos de opinião para divulgação na mídia. Além disso, sugerem e acompanham entrevistas com os porta-vozes das instituições;

– Designer instrucional: são profissionais que desenvolvem materiais para aprendizagem, que podem ser em vídeo, gráfico, texto, entre outros formatos. Com a ascensão da educação a distância (EaD), essa é uma profissão que está em alta;

– Editor de vídeo: sendo antes uma figura presente no jornalismo apenas nas redações de TV, atualmente o editor de vídeo encontra diversas oportunidades na produção de conteúdo em vídeo online para sites e redes sociais. A empresa de tecnologia Resultados Digitais, por exemplo, utiliza muitos vídeos em suas comunicações, tanto no site quanto nas redes sociais. Para isso, conta com uma equipe própria de editores de vídeo;

– Produtor de conteúdo: dependendo da rede social para a qual ele produz material, é também conhecido como youtuber, podcaster ou influenciador. Cria conteúdos que são distribuídos online pelas redes sociais ou através de aplicativos como o Spotify. Normalmente é especializado em um determinado tema. Uma das maiores youtubers brasileiras, Júlia Tolezano, do canal JoutJout Prazer, é jornalista de formação.  

Muitos jornalistas que trabalham nessas novas funções são freelancers, ou seja, pagos de acordo com o que produzem, sem vínculo empregatício com a organização. Existem algumas plataformas que reúnem oportunidades para esses profissionais, como a Rock Content, o Meu Redator e o Workana.

Como está o mercado de trabalho para quem faz a faculdade de Jornalismo

 

De acordo com o portal de empregos Catho, o salário médio de um jornalista no Brasil é de R$ 2 mil. As maiores remunerações registradas são do estado da Bahia. Dados do mesmo portal apontam que a média salarial dos assessores de imprensa é de R$ 2,3 mil, enquanto que a de analistas de marketing digital fica em torno de R$ 2,4 mil. 

Segundo outro site de referência, o salario.com.br, um jornalista ganha, em média, R$ 3,6 mil no mercado brasileiro para uma jornada de trabalho de 36 horas semanais. O maior número de vagas e de oportunidades para os profissionais da área está na cidade de São Paulo. Segundo o mesmo site, entre fevereiro e setembro de 2019, foi registrado um aumento de 15,73% nas contratações formais desses profissionais no País.

Perfil necessário para quem se interessa por essa área

 

Independentemente do segmento de atuação, quem pensa em fazer a faculdade de Jornalismo deve ser curioso e gostar de ouvir os outros. Essas são características que levarão os estudantes a descobrirem as melhores histórias a serem contadas. 

Também é preciso saber trabalhar em equipe e ser insistente, visto que é comum precisar ligar várias vezes para uma mesma pessoa para conseguir uma informação ou depoimento. 

Já entre as habilidades mais técnicas que o profissional deve desenvolver está a de ter conhecimento de outras línguas, especialmente a inglesa. Dominar esse idioma pode ser um diferencial e um recurso importante para a ascensão profissional do jornalista. Capacidade analítica também pode trazer benefícios para quem quer trabalhar com marketing digital.

E, claro, apesar de a faculdade de Jornalismo aprimorar isso, é necessário conseguir se comunicar bem — tanto escrevendo quanto falando. Afinal, a comunicação é a base do trabalho de um jornalista.

Ter afinidade com disciplinas como Língua Portuguesa, Redação, História e Geografia (especialmente a parte econômica) durante o ensino médio são outros bons indicativos de que você irá gostar da faculdade de Jornalismo. 

As disciplinas que fazem parte da faculdade de Jornalismo

 

Em geral, a faculdade de Jornalismo mescla disciplinas mais teóricas, voltadas ao estudo da Comunicação, com outras muito práticas. A grade curricular da Estácio, maior instituição de ensino superior privada do País, traz assuntos como: 

  • Computação Gráfica e Editoração Eletrônica, que ensina a diagramar páginas de veículos impressos; 
  • Fotojornalismo, com a parte teórica e prática, em que os estudantes fotografam pelo campus utilizando as técnicas aprendidas em sala de aula; 
  • Teoria da Comunicação, sendo uma das principais disciplinas teóricas do curso, presente também em outras graduações, como Publicidade e Propaganda e Cinema; 
  • Redação para Mídia Impressa, na qual se aprende a escrever no formato adequado para jornais e revistas; 
  • Técnicas de Entrevista Jornalísticas, para que os alunos saibam como conduzir as entrevistas com as fontes; 
  • Redação e Produção para Áudio, com o objetivo de ensinar a produzir bons conteúdos para mídias como rádio e podcast;
  • Comunicação Comunitária e Terceiro Setor, disciplina em que se aprende sobre comunicação para organizações não governamentais e veículos comunitários;
  • Jornalismo Especializado, que traz conteúdo aprofundado sobre as diversas editorias, como Política, Economia, Cultura.

Confira outras matérias que compõem a faculdade de Jornalismo da Estácio: 

  • Comunicação e Política;
  • História da Mídia;
  • Introdução às Profissões em Comunicação; 
  • Comunicação Empresarial Integrada;
  • Narrativas Midiáticas;
  • Ciências Humanas e Suas Tecnologias;
  • Marketing Digital e Mídias Sociais; 
  • Técnicas de Apuração e Pesquisa em Jornalismo; 
  • Assessoria de Comunicação; 
  • Comunicação e Semiótica;
  • Estatística e Probabilidade; 
  • Design de Serviços;
  • Linguagens e Roteirização para Audiovisuais;
  • Manifestações Culturais e Espaço Urbano; 
  • Ambientes e Interfaces Digitais. 

O que você achou do mercado de trabalho e das disciplinas que fazem parte da faculdade de Jornalismo? Se você acredita que a Comunicação é o caminho, mas ainda não tem certeza se esse é o curso certo, leia mais sobre graduações como Cinema, Publicidade e Propaganda e Design Gráfico em outros textos do nosso blog. Talvez você se encontre em uma delas! 

Navegando nos conteúdos que publicamos por aqui, você também poderá conhecer diversas outras áreas de formação. Temos ainda materiais com dicas para processos seletivos, bolsas de estudos, produtividade, entre outros. Fique de olho e não perca as principais novidades relacionadas ao ensino superior. Até o próximo conteúdo! 

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