Ser um profissional capacitado para atuar em um mundo altamente globalizado e fazer as conexões entre empresas e organizações de diferentes países. Essas são algumas das atribuições e habilidades desenvolvidas pelos alunos do curso de Relações Internacionais.

Com uma base multidisciplinar e que combina áreas como economia, história, ciências sociais, direito e administração, o estudante que se forma nesta graduação está apto a lidar com os desafios desse mercado tão dinâmico. Neste post você irá aprender um pouco mais sobre esse curso superior, sua grade curricular, mercado de trabalho e perfil do profissional.

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Por que o curso de Relações Internacionais é importante?

Antes de falarmos mais sobre o curso de Relações Internacionais (RI), é fundamental destacar o porquê de essa formação ser tão importante atualmente. O primeiro ponto é que vivemos em um mundo globalizado.

Não é preciso muito esforço para percebermos isso, afinal as empresas vendem seus produtos para outros países, além de buscarem parcerias e fornecedores no exterior. Além disso, as organizações são mundiais, com atuação em todos os continentes.

É possível, com alguns cliques, pesquisar notícias e mercadorias em outros idiomas e em outras realidades. O vizinho não é mais aquele de porta, podendo ser alguém que está a milhares de quilômetros e com quem nos comunicamos e interagimos diariamente através da internet.

Além dos indícios no nosso dia a dia, a globalização também é escancarada em indicadores oficiais. O Banco Mundial, por exemplo, tem o índice de Globalização Geral, que considera os aspectos econômicos, políticos e sociais.

A instituição tem dados levantados sobre o Brasil de 1970 a 2016. O valor médio no país, de 0 a 100, durante este período, foi de 49.71 pontos, sendo o mínimo de 40.58 pontos em 1970 e o máximo de 60.82 pontos em 2014.

Esse dado demonstra o quanto o Brasil avançou nas últimas décadas nesse sentido e também o quanto ainda pode se desenvolver, já que ainda está distante dos patamares mais elevados.

Nesse cenário de globalização, o profissional formado no curso de Relações Internacionais torna-se essencial para estabelecer conexões, negócios e pontes entre empresas, instituições, órgãos e cidadãos de diferentes países e continentes.

Qual o perfil do internacionalista?

 

O internacionalista, profissional formado no curso de Relações Internacionais, precisa ter algumas habilidades para poder intermediar conflitos, fazer negociações, atuar em questões diplomáticas e analisar a conjuntura internacional.

Uma das principais habilidades é conhecer bem a geopolítica e economia mundial. Por isso, quem quiser fazer essa graduação precisa se interessar por geografia, política, história e economia e ser capaz de fazer conexões entre essas diferentes áreas.

A questão dos idiomas também é muito importante. Saber falar inglês é essencial, mas dominar outras línguas, como espanhol, presente em todos os países vizinhos, e francês, língua oficial da diplomacia, é um diferencial para quem ser se destacar e ter uma carreira de sucesso.

Outra característica fundamental é saber lidar com situações de conflito, ser uma pessoa mediadora, com uma visão estratégica e analítica dos cenários. Também é importante sempre se manter atualizado sobre as mais diversas questões internacionais.

Como é o curso de Relações Internacionais?

 

Agora que você já sabe como é o perfil do profissional de RI e acredita que tem essas características, vamos descobrir mais sobre o curso de Relações Internacionais. A graduação tem quatro anos e em algumas instituições, como a Estácio, conta com a opção de curso presencial ou a distância, o que dá flexibilidade e permite ao aluno escolher quando quer ter acesso aos materiais e fazer as disciplinas.

Na Estácio, outra vantagem é que o estudante coloca a mão na massa no curso em laboratórios para desenvolvimento de atividades práticas e complementares, entre elas a atuação em empresa júnior. Ou seja, o estudante, ainda na graduação, passa por situações de conflitos, medeia negociações e treina habilidades que serão muito úteis em seu futuro profissional.

As disciplinas também são voltadas a capacitar o aluno para lidar com os desafios empresariais e governamentais originados pelo processo de globalização. Por isso, passam por diversas áreas como Direito, História, Economia, Administração, entre outras. Confira algumas delas:

  • Fundamentos de Economia;
  • História das Relações Internacionais;
  • Língua Portuguesa;
  • Fundamentos das Ciências Sociais;
  • Fundamentos de Comércio Exterior;
  • Inglês Instrumental para Relações Internacionais;
  • Matemática para Negócios;
  • Teoria Política Contemporânea;
  • Economia Internacional;
  • Gerência de Exportação;
  • Fundamentos de Direito Internacional Público;
  • Integração Regional das Américas;
  • Laboratório de Projetos Internacionais;
  • Sistema Financeiro Internacional;
  • Legislação Aduaneira;
  • Organizações Políticas Internacionais;
  • Direito Internacional dos Direitos Humanos;
  • Segurança Internacional;
  • Cooperação Internacional Governamental e não Governamental;
  • Logística Internacional;
  • Negociações Internacionais;
  • Tópicos em Regimes Ambientais Globais;
  • Estudos Estratégicos e de Defesa.

Qual a diferença entre Comércio Exterior e Relações Públicas?

É comum as pessoas se confundirem e acreditarem que o curso de Comércio Exterior e o de Relações Públicas são basicamente a mesma coisa. Apesar de terem áreas em comum e complementares, essas graduações preparam os profissionais para diferentes atuações.

No Comércio Exterior, o profissional analisa as negociações comerciais e todos os seus trâmites, verificando questões alfandegárias, de logística, pagamento de taxas, despacho aduaneiro e contratos.

Já o internacionalista medeia as relações entre nações e empresas e auxilia no entendimento para facilitar acordos políticos, culturais, militares e econômicos. Ele é o responsável por fazer a análise de cenários e da conjuntura internacional, além de definir estratégias para firmar possíveis acordos.

Assim, é possível que os profissionais dessas duas áreas atuem em conjunto em alguns casos, já que as atribuições são complementares, podendo garantir a melhor negociação e respeitando os trâmites legais e a boa relação entre as partes.

Mercado de trabalho do internacionalista

O estudante que se forma no curso de Relações Internacionais abre um leque importante de opções no mercado de trabalho. Por ser um profissional com uma visão macroeconômica e também de geopolítica, direito e história, pode atuar nos mais diversos segmentos e em empresas e organizações de diferentes portes.

Pode mediar negociações e discussões nos mais distintos temas, como meio ambiente, administração pública, segurança internacional, logística e diplomacia. Segundo o Guia de Salários da Catho, um analista de relações internacionais recebe, em média, R$ 4.233,80 no Brasil.

Veja a seguir algumas das áreas de atuação do internacionalista:

Empresas

Esse profissional pode ser muito requisitado por empresas que atuam e se relacionam com organizações e instituições em outros países. O internacionalista pode intermediar negociações acerca de importação e exportação, além de analisar questões na parte ambiental, jurídica e diplomática.

Atualmente, é comum empresas, independentemente do porte, buscarem parcerias, fornecedores e compradores em mercados no exterior. Assim, esse profissional pode mediar essas relações.

Além disso, é importante ressaltar que, dependendo do contexto político-econômico brasileiro, aumenta a atuação das empresas para fora do país. É o que demonstra a pesquisa Trajetórias de Internacionalização das Empresas Brasileiras, da Fundação Dom Cabral, publicada em 2018.

O levantamento feito com 69 companhias aponta que a maioria delas (71,9%) aumentou os investimentos no mercado internacional frente ao contexto político-econômico do Brasil, enquanto apenas 28,1% das empresas disseram que reduziram esse investimento no ano passado.

A pesquisa, que já foi realizada por 12 anos, demonstra ainda o crescimento gradual do índice médio de internacionalização das empresas brasileiras. Em 2006, o índice médio de internacionalização era de 17,5%; em 2018, passou para 24,3%.

Ou seja, essa expansão das companhias nacionais para o exterior é uma tendência e deve ganhar ainda mais força nos próximos anos, o que evidencia a necessidade de profissionais especializados para lidar com os desafios da internacionalização.

 

Organizações

Você sonha em coordenar um projeto da Organização das Nações Unidas (ONU) para empoderar mulheres refugiadas? Ou para diminuir o número de doenças, gravidez em adolescentes, aumentar ações de sustentabilidade, entre tantas outras iniciativas?

Fazer o curso de Relações Internacionais pode ajudar a conquistar uma vaga nessa e em outras organizações intergovernamentais ou não governamentais — até porque a graduação dá uma base completa para desenvolver ações nas mais diversas áreas e envolvendo atores de diferentes países.

Aliás, a atuação integrada dessas organizações, seja com instituições de outros países ou com o poder público e empresas de iniciativa privada, também exige o trabalho de um profissional que promova essas relações de forma harmônica e estratégica. Dessa maneira, os resultados dos projetos da organização serão ainda mais efetivos e poderão ser replicados em diversas partes do mundo.

Poder público

O internacionalista também pode atuar em diversos órgãos e departamentos do governo que sejam responsáveis por projetos e parcerias internacionais. É cada vez mais comum a criação de secretarias de articulação internacional, por exemplo, que fomentam o comércio, o empreendedorismo e iniciativas conjuntas com outros países.

Quem quer seguir a carreira de diplomata do governo brasileiro também pode fazer o curso de Relações Internacionais. Para seguir essa profissão, o estudante precisa ser formado em algum curso de nível superior, de qualquer área, e ser aprovado no Concurso de Admissão do Instituto Rio Branco (IRBr), órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores.

Apesar de não ser exigido o curso em RI, o internacionalista adquire conhecimentos de legislação, política internacional, línguas e economia que podem ajudar na hora de prestar o exame, que é muito concorrido.

No concurso realizado em 2018, foram 278 candidatos por vaga. Mas o resultado de tanta dedicação pode trazer bons frutos, já que a remuneração de um diplomata do governo brasileiro pode chegar a R$ 27 mil.

O internacionalista pode atuar ainda em consulados, assessorias especializadas e como consultor ou professor.

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