O que se aprende no curso de Engenharia Elétrica?

O curso de Engenharia Elétrica prepara profissionais para atuarem em um setor fundamental das sociedades modernas. Afinal, a geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica são trabalhos que garantem a base do modo de vida contemporâneo e da produtividade nos mais diversos segmentos econômicos. Por detrás de um interruptor de luz, desde televisões e computadores que ligamos em nossas residências até o funcionamento eficaz de equipamentos industriais, sempre existe o conhecimento especializado de um engenheiro eletricista.

Esses profissionais desempenham papéis de grande relevância e responsabilidade no mundo do século XXI. São eles que estabelecem a infraestrutura elétrica, dedicam-se ao desenvolvimento de novos produtos eletroeletrônicos, a pesquisas científicas e soluções que aumentem a eficiência energética de equipamentos e instalações com qualidade e segurança. Além de participarem de projetos de construção e manutenção de usinas termelétricas, hidrelétricas e nucleares, também atuam diretamente em matrizes energéticas de fontes renováveis.

Entendendo a engenharia elétrica

A engenharia elétrica é um dos ramos tradicionais da engenharia. Difere-se das demais no que diz respeito ao seu enfoque em estudos e aplicações da eletricidade, eletrônica e eletromagnetismo para as mais variadas utilizações práticas. Tem como um dos principais objetivos construir redes de produção e fornecimento de energia elétrica para o uso da população em geral, de modo seguro e eficaz.

E mais: engenheiros eletricistas são também imprescindíveis na concepção de novas tecnologias, sobretudo num cenário em que a computação, a telecomunicação, a robótica e a Indústria 4.0 ocupam cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas e nas linhas industriais. Por esse motivo, esses profissionais são agentes multidisciplinares que se interseccionam com outras engenharias e campos da ciência.

O grande salto científico que ordenou esse campo do conhecimento ocorreu durante o século XIX, com as pesquisas físicas e matemáticas de Georg Ohm, Michael Faraday e James Clerk Maxwell. Um marco decisivo foi a construção do primeiro sistema de transmissão de energia elétrica por Thomas Edison. Em 1893, na Conferência Internacional de Chicago, foram normatizadas as unidades volt, ampere, coulomb, ohm, farad e henry — medidas com as quais todo estudante do curso de Engenharia Elétrica até hoje precisa se familiarizar.

Como é o curso de Engenharia Elétrica

Com duração de cinco anos, a graduação em Engenharia Elétrica é um curso multidisciplinar em que o aluno irá se aprofundar em matemática e física, além de aprender elementos de língua portuguesa, química, educação ambiental e até mesmo sobre gestão e mercado financeiro. Na Estácio de Sá, o estudante poderá se tornar bacharel pelas modalidades presencial ou a distância.

O curso de Engenharia Elétrica é conhecido pelo grande volume de conhecimento teórico em ciências exatas a ser estudado nos primeiros períodos. Os graduandos frequentarão aulas de cálculo, análise de variações e de dados, física teórica, geometria analítica, álgebra linear e tópicos relacionados à computação, por exemplo.

Ao avançar do curso iniciam-se as aulas práticas em engenharia elétrica, com disciplinas de eletricidade aplicada, circuitos elétricos, eletrônica, programação aplicada a sistemas elétricos, comunicação e redes de computadores, instalações elétricas industriais e eletrônica industrial, para mencionar algumas delas. Muito tempo será dedicado a estudos e pesquisas dentro de laboratórios, com o uso de softwares. Ao aluno também é exigido o cumprimento de um estágio supervisionado, além da conclusão de um projeto final em engenharia elétrica (TCC).

Diante disso, espera-se que o aluno desenvolva, ao decorrer do curso, um perfil afinado com matemática, física, raciocínio lógico e resolução de problemas práticos, além de um pensamento que inclua tópicos sociais, ambientais e econômicos. Devido ao alto nível de exigência para se assimilar conteúdos complexos, o bom desempenho na graduação também dependerá do seu senso de organização.

Média salarial e mercado de trabalho aquecido

No Brasil, os engenheiros – incluindo o eletricista – só podem ser considerados profissionais mediante aquisição do diploma de graduação e registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) da unidade federal em que atuam. A Lei 4.950, de 22 de abril de 1966, fixa a remuneração mínima de quem atua na área da seguinte maneira:

  • 6 salários mínimos para uma jornada de 6 horas diárias;
  • 7,25 salários mínimos para uma jornada de 7 horas;
  • 8,5 salários mínimos para uma jornada de 8 horas.

O mercado de trabalho para egressos do curso de Engenharia Elétrica está aquecido. Conforme o mais recente Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2027), conduzido pelo Ministério de Minas e Energia, estima-se um investimento de R$ 156,1 bilhões no período entre 2022 e 2027 para que se alcance a expansão prevista no suprimento de energia elétrica nos ambientes regulados e livres. Só em transmissão, o documento prevê um aporte de R$ 108 bilhões até 2027, sendo R$ 73 bilhões em linhas de transmissão (que devem crescer cerca de 55 mil quilômetros) e R$ 35 bilhões em subestações.

Além disso, o documento também aponta a necessidade de “assegurar a substituição da infraestrutura do sistema elétrico em fim de vida útil de modo que a malha de transmissão possa operar com os níveis de confiabilidade e qualidade exigidos pela sociedade”, o que abre perspectivas de trabalho para engenheiros eletricistas em todo o País.

O campo de trabalho em engenharia elétrica é amplo e abrange setores públicos e privados. Naturalmente, muitas oportunidades se concentram nas regiões industrializadas do Sul e do Sudeste, mas o PDE 2027 também indica potenciais de geração de energia renovável, sobretudo eólica e solar, no Norte e Nordeste.

Algumas das principais empresas e organizações que contratam engenheiros são:

  • Usinas e subestações;
  • Agências reguladoras e companhias de energia;
  • Escritórios de consultoria e de projetos;
  • Empresas de montagem e manutenção de instalações elétricas;
  • Empresas de telecomunicações;
  • Fabricantes de componentes e produtos eletroeletrônicos;
  • Empresas de informática e de radiodifusão;
  • Hospitais;
  • Indústrias dos mais variados setores.

Áreas de atuação para quem faz Engenharia Elétrica

Profissionais formados no curso de Engenharia Elétrica saem da universidade com conhecimento teórico e prático abrangente, no entanto as circunstâncias do atual mercado de trabalho demandam pessoal especializado. Embora complementares, uma distinção importante é feita entre eletrônica e eletrotécnica, visto que essa subdivisão pode levar o engenheiro eletricista a se especializar em ramos diferentes.

Resumidamente, a ênfase da eletrotécnica está em sistemas de potência, ou seja, na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, instalações industriais e prediais e instrumentos de medição e controle de eletricidade. Já a eletrônica, que se segmenta em analógica e digital, enfoca os componentes elétricos em circuitos na armazenagem e processamento de informações, a exemplo dos computadores e dispositivos de telecomunicação.

Outras áreas de atuação em destaque são:

  • Automação e Controle: projetos de equipamentos eletrônicos voltados à automação de linhas de produção industriais em consonância com a tendência da Indústria 4.0. A procura crescente por sistemas automáticos e movidos por inteligência artificial estimula a inovação tecnológica e, por conseguinte, a criação de mais oportunidades de trabalho.
  • Microeletrônica: a contínua evolução de sistemas computacionais (que abrange desde computadores até dispositivos móveis) exige a projeção e fabricação de circuitos eletrônicos integrados e a miniaturização de componentes que a cada ano apresentam tamanhos mais reduzidos. Dentro desse subcampo encontra-se a emergente nanotecnologia.
  • Telecomunicações: empresas de radiodifusão, internet, sistemas de satélite e operadoras de telefonia fixa e móvel, por exemplo, exigem profissionais qualificados na emissão e recepção de informações por meio de ondas eletromagnéticas, radiofrequência, cabos metálicos, fibra óptica e linhas de energia elétrica.
  • Biomedicina: uma vez que o curso de Engenharia Elétrica prepara profissionais multidisciplinares, estes podem atuar na construção, atualização e inovação de equipamentos médico-hospitalares, além de trazerem melhorias em eficiência energética aos aparelhos de clínicas, laboratórios, consultórios odontológicos e da indústria farmacêutica.
  • Instrumentação: equipamentos e sensores destinados à medição e registro de dados exigem a elaboração de tecnologias precisas. Com o desenvolvimento da instrumentação, a inspeção de consumo energético é mais eficaz, o que por sua vez favorece um rendimento maior de seu uso.

Sustentabilidade e engenharia elétrica

A relevância e a responsabilidade dos engenheiros eletricistas tendem a aumentar com os avanços tecnológicos e com o crescimento das preocupações em torno da sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Para além da formação técnica, um bom curso de Engenharia Elétrica capacita profissionais para encontrarem soluções viáveis do ponto de vista econômico, evitando, ao mesmo tempo, potenciais prejuízos ecológicos e humanos.

A utilização de recursos naturais como fonte de energia é uma questão complexa que exige ampla compreensão sobre fenômenos da natureza e da sociedade. A instalação de novas usinas, sejam elas hidrelétricas, térmicas ou nucleares, envolve uma multiplicidade de questões que extrapolam a engenharia, tangenciando a política e a economia. As pesquisas por fontes de energia elétrica alternativa aos combustíveis fósseis também são uma preocupação global.

Nesse sentido, são proeminentes as pesquisas na área de energia solar – conhecida também como fotovoltaica –, cuja exploração vem crescendo tanto em empresas quanto em residências. O potencial de energia eólica é outro tema bastante discutido entre especialistas da área, visto que, embora a geração de energia através do vento não seja suficiente para abastecer cidades e redes industriais, esta é considerada a menos danosa para o meio ambiente.

Fora isso, existem perspectivas otimistas quanto à viabilidade comercial do carro elétrico, que já é uma realidade em vários países desenvolvidos. Tais veículos são vistos como a principal alternativa para os meios de transporte em um futuro próximo, pois são a grande aposta para reduzir o emprego de combustíveis fósseis, que apresentam dramáticas oscilações no mercado e não são renováveis.

Ficou interessado pela graduação de Engenharia Elétrica? Então faça sua inscrição no curso da Estácio e prepare-se para este mercado promissor!

 

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