Carreira proteana: conheça esse conceito e saiba por que ele está em alta

Proteu foi um deus da mitologia grega que tinha a habilidade de mudar de forma quando quisesse. Foi essa figura que deu nome à carreira proteana, que permite às pessoas gerenciarem as suas próprias vidas profissionais, em uma alusão à metamorfose. Ou seja, nela, não é mais a organização que definirá as regras de crescimento de um colaborador, mas sim ele mesmo, levando em conta aspectos como motivações, aspirações pessoais, estado psicológico e qualidade de vida.

Considerando os dias atuais e as aspirações das atuais gerações, faz sentido que o modelo mais bem aceito seja o da carreira proteana. Confira abaixo as principais diferenças entre essa gestão de carreira e a tradicional!

Quais as especificidades da carreira proteana?

Confira o que aproxima e o que distancia uma carreira tradicional de uma carreira proteana e verifique qual se encaixa mais com o seu perfil!

Carreira tradicional

A carreira tradicional é aquela gerenciada pelas instituições e não por cada funcionário. Ela segue as regras e valores da empresa, é linear e limitada pelas oportunidades que possam ser oferecidas pela companhia.

Este modelo de gestão de carreira é baseado na noção de emprego da sociedade industrial, em que o empregado se dedicava e era fiel a uma organização em troca de segurança e estabilidade. O sucesso, na carreira tradicional, relaciona-se apenas à ascensão hierárquica.

Aqui, a maior preocupação é a eficiência máxima de processos, com pouca participação dos funcionários e investimento mínimo em qualificação. Esse modelo de carreira ficou desatualizado com a empregabilidade e os vínculos de curta duração, que substituíram o “trabalho para a vida toda”.

Carreira proteana

O conceito de carreira proteana surgiu no fim dos anos 1970. Nela, cada profissional é o responsável e gestor de sua própria carreira. O salário e a ascensão hierárquica deixam de ser os principais indicativos de sucesso, sendo elevada a importância da satisfação e bem-estar pessoal.

De acordo com o autor Douglas T. Hall, os seguintes aspectos também fazem parte do novo contrato proteano de carreira:

  • O desenvolvimento é encarado como um aprendizado contínuo, autodirigido, relacional e encontrado em desafios de trabalho;
  • Os ingredientes do sucesso deixam de ser o know-how (saber como) e passam a ser o learn-how (aprender como); de segurança no emprego para a empregabilidade; do work self (identidade profissional) para o whole self (identidade integral);
  • As organizações que seguem esse modelo oferecem atribuições desafiadoras e recursos para o desenvolvimento;
  • A principal meta é o sucesso psicológico.

Uma pesquisa realizada pela 8 Total Brand com pessoas de 17 a 25 anos mostrou que a maior ambição dos jovens na carreira é felicidade e liberdade. Já o maior medo é de se acomodarem em setores que não gostam. Para 37% deles, o ideal é alcançar o que sonham, mesmo se precisarem deixar para trás outros projetos.

Na outra ponta, segundo uma entrevista com Kati Najipoor-Schuette, da Egon Zehnder, para a revista Época Negócios, as empresas esperam dos novos CEOs que eles acolham os funcionários, estimulem a experimentação, deem sentido às transformações globais e criem valor para a sociedade.

As duas constatações apenas comprovam que não há mais espaço para a gestão de carreira tradicional — as companhias mudaram, acompanhando o novo perfil dos profissionais.

E você, identifica-se com o modelo de carreira proteana? Caso queira ler mais conteúdos sobre vida profissional e mercado de trabalho, fique de olho em nosso blog. Até a próxima!

 

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