Blockchain na educação: conheça essa tendência na área do ensino

Você já ouviu falar em blockchain? Essa tecnologia foi criada para suportar as operações realizadas com moedas digitais, caracterizando-se como uma espécie de “livro contábil” ao reunir registros digitais e, dessa forma, tornar as transações online autênticas e seguras. Por ter essas características, até hoje a blockchain é diretamente relacionada às criptomoedas, mas a verdade é que sua aplicação vai muito além delas.

Pesquisa da Deloitte aponta que diversos segmentos já utilizam ou querem adotar blockchain nos próximos anos. Fazem parte desse grupo as áreas financeira, de mídia e telecomunicações, de bens de consumo, de saúde, de óleo e gás, o segmento automotivo e os setores público e alimentício. Outro setor que aposta na blockchain é o da educação, que é o foco deste post. Abaixo, você irá entender como essa tecnologia já está influenciando o mercado educacional.

Como a blockchain pode ser aplicada à área da educação?

Antes de falarmos sobre o uso da blockchain na educação, talvez seja interessante conhecer um pouco mais sobre essa tecnologia. Em reportagem publicada em 2018, o portal G1 faz uma analogia interessante que visa simplificar o entendimento do que é blockchain. Segundo a reportagem, as “páginas” do “livro contábil” (que é a própria blockchain) estão armazenadas em várias “bibliotecas” (que seriam os computadores) espalhadas pelo mundo.

Essa divisão das informações de registro em diversas partes e locais diferentes faz com que apagar o conhecimento presente na blockchain seja algo muito difícil de ser feito. Mas como essa tecnologia pode ser aplicada na educação? Que bons exemplos já estão sendo apresentados nessa área?

Confira alguns usos da tecnologia blockchain no ensino:

1. Diploma digital

Um grande case de uso de blockchain na educação é apresentado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), universidade referência em pesquisa nos Estados Unidos.

Nessa instituição de ensino superior, os processos de gestão de diplomas e certificados não têm mais necessidade de serem mantidos fisicamente. Dessa forma, a comprovação de autenticidade desses documentos ocorre de forma totalmente online. Outras universidades já estão adotando o blockchain com a mesma finalidade.

2. Transferência externa facilitada

No processo de transferência externa, por exemplo, é possível transferir e reconhecer créditos entre universidades com o uso da blockchain, sem ser necessário o acadêmico transitar entre as duas instituições de ensino superior (IES) para coletar a documentação que comprove a realização das disciplinas.

3. Integração de informações

Uma outra grande vantagem para os estudantes do ensino superior é a integração de documentos e informações acadêmicas facilitada por essa tecnologia.

Com essa inovação, é possível ter acesso ao histórico escolar, a certificados, créditos e até ao diploma em uma única base de informação. Dessa forma, essa base pode funcionar quase como um documento pessoal de cada acadêmico, com a vantagem de as informações ficarem disponíveis em um mesmo local de forma permanente.

4. Aproximação com o mercado

Uma startup brasileira desenvolveu uma plataforma que utiliza blockchain para aproximar os estudantes e as empresas em busca de talentos.

Utilizando essa ferramenta, todos ganham: o acadêmico consegue gerenciar a sua carreira, as universidades acompanham o índice de empregabilidade de seus egressos e as empresas contam com um banco de talentos com informações legitimadas pela blockchain.

5. Preservação da propriedade intelectual

Também por meio da blockchain será mais fácil encontrar materiais originais, saber quem é o autor e evitar a distribuição de textos copiados, que não respeitam a propriedade intelectual.

Com essa tecnologia, ficará mais fácil que todos verifiquem a data e outras informações importantes sobre os materiais disponíveis, uma vez que elas estarão vinculadas ao documento.

6. Prevenir fraudes em vestibulares

A blockchain também poderá ser utilizada no trabalho de prevenção de fraudes em vestibulares e outros concursos. Isso será feito a partir do momento em que essa tecnologia for maior empregada e, como consequência disso, haverá um controle maior dos registros feitos nas provas.

Uma vez que forem inseridas no sistema, as informações não poderão ser alteradas sem que isso fique registrado, o que irá melhorar a segurança dos processos seletivos.

7. Financiamentos estudantis facilitados

A blockchain torna possível que as pessoas tenham automaticamente acesso a financiamentos estudantis quando atingem a métrica solicitada pela instituição de ensino. Um exemplo de parâmetro possível pode ser o atingimento de determinada pontuação em um exame.

Assim, com a blockchain adotada na avaliação de processos de financiamento estudantil, não precisam existir intermediários para o direito ao desconto. Essa possibilidade de bolsa estaria disponível assim que o estudante atingisse o critério que foi estipulado.

Gostou deste post? Então fique de olho em nosso blog e não perca as principais tendências e novidades relacionadas à área da educação superior. Até o próximo conteúdo!

 

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